desenho mapa do brasilA história do descobrimento do Brasil, em 1500, pelos navegantes portugueses da fragata de Pedro Álvares Cabral, é contada nas séries iniciais da escola. No entanto, estudiosos utilizam a palavra “achar”, em vez de “descobrir”; portanto, o Brasil foi achado pelos lusitanos, em 22 de abril de 1500. Avistaram um alto monte, o qual deram o nome de Monte Pascoal – homenagem à Páscoa.

A expressão “achar” faz sentido quando se pensa que os lusitanos chegaram e não encontraram terra vazia, mas nela havia habitantes. Porém, antes mesmo dos portugueses, outros navegantes visitaram a terra dos índios tupiniquins. Uma curiosidade: os habitantes nativos do Brasil foram chamados índios, porque os portugueses achavam que estavam na Índia.

O navegador espanhol Vicente Yañez Pinzón, rodeou as terras brasileiras. Segundo os historiadores, ele chegou à costa. As opiniões divergem em relação à sua chegada: litoral pernambucano ou cearense. O fato é que Pinzón abarcou aqui em 26 de janeiro de 1500. E travou uma violenta batalha com os índios potiguares.

Vicente partiu para a região norte do Brasil, onde encontrou a foz do Rio Amazonas e o nomeou “mar Dulce”. Destinou-se, através do rio, para as Guianas, levando consigo indígenas. Duarte Pacheco, cosmógrafo e geógrafo, pisou em território brasileiro, em 1498, numa viagem partindo de Cabo Verde, que acabou por encontrar o Brasil. Duarte desembarcou nas regiões pertencentes, hoje, aos estados do Maranhão e Pará.

Arqueólogos, ao pesquisar o Brasil, encontraram pinturas rupestres e outros vestígios de possíveis civilizações que habitaram aqui há anos, cerca de 3000 a. C. No meio acadêmico, discute-se sobre uma possível estada dos fenícios no continente. Prova disso são os escritos encontrados na região da Paraíba, em que, segundo historiadores, com caracteres do alfabeto fenício.

Há, também, registros de trabalhos manuais feitos pelos marajoaras, tais como: cerâmicas, tecelagens, imagens de escultura, as quais não tinha total semelhança com a realidade. Objetos como bancos, colheres, apitos e outras utilidades eram obras artesanais dessa etnia arcaica.

Em mais estudos arqueológicos, acharam, no Brasil, um fóssil humano: o crânio de uma mulher habitante das terras americanas. De acordo com os estudos feitos, talvez, o ser humano mais antigo do continente, a qual o biólogo Walter Alves Neves nomeou de Luzia. Estima-se, sua existência há cerca de 11 a 16 mil anos.

Após isso, o Brasil começou a ser habitado, mais pelos portugueses, que ganhavam as batalhas contra indígenas e estrangeiros. Com o passar dos anos, a colônia de exploração recebeu a Família Real portuguesa, em que D. João VI migrou para o Brasil, para não ser pego por Napoleão Bonaparte.

Estabeleceu-se, assim, o Brasil Império, até então colônia de Portugal, quando D. Pedro I, às margens do rio Ipiranga, proclamou a Independência do Brasil, no dia 7 de setembro de 1822. Dois anos depois, o país recebe sua primeira Constituição Imperial de 1824. A partir daí, o Brasil ganhou uma legislação própria. O Poder Moderador era soberano sobre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, uma vez que o Moderador era representado pelo imperador.

O imperador D. Pedro I, abdicou ao trono e, de acordo com a Constituição de 1824, o trono do Poder Moderador se dava por hereditariedade. Assim, entrou o Período Regencial, em 1831, o Segundo Reinado, onde D. Pedro de Alcântara era o chefe de estado. E o Brasil adotou o regime Parlamentarista, que só mudou seu regime político, no ano de 1889, com a Proclamação da República, em 15 de novembro.

Por meio de um golpe militar, o império se tornou República Federativa do Brasil com Deodoro da Fonseca como o primeiro presidente. Essa época, se subdividiu em seis etapas. A primeira foi a República Velha, de 1889 a 1930. A segunda etapa foi denominada de República da Espada (período entre 1889 e 1894). A terceira fase do Brasil República foi a do café-com-leite, abrange os anos de 1898 até 1930.

A política populista entrou como vertente no regime da República com o presidente Vargas. A chamada Era Vargas consistiu em 15 anos de governo, de 1930 a 1945, e foi o quarto período da República no Brasil. Nesse intervalo, surgiu o Estado Novo. O quinto período ficou conhecido como a Ditadura Militar do Brasil, que antecedeu a Nova República, melhor dizendo, o início da democracia no Brasil.

Período Colonial

O dia 22 de abril de 1500, data o descobrimento do Brasil pelas frotas de Pedro Álvares Cabral. A viagem ao continente americano foi um equívoco. Ora, pretendia-se chegar às Índias, uma vez que o navegador Vasco da Gama, obteve sucesso nesse percurso: Portugal – Índia. Então, o rei D. Manuel I, resolveu enviar outra frota para as Índias. O novo grupo de navegantes era composto de 13 embarcações: dez naus e três caravelas.

O primeiro contato visual com o território tupiniquim foi com um monte, nas alturas do estado da Bahia, onde Pedro Álvares Cabral e sua tripulação aportaram: batizou-se com o nome de Porto Seguro. Dois dias depois, em 24 de abril de 1500, houve o contato com os indígenas. E, também, assim que os portugueses chegaram, realizou-se uma missa no novo mundo, em 26 de abril, do mesmo ano, que foi rezada pelo Frei Henrique de Coimbra.

De acordo com a carta de Pero Vaz de Caminha, os portugueses partiram no dia 9 de março de 1500. Na véspera da Páscoa, os lusitanos avistaram as novas terras, como segue no trecho da carta a El Rey D. Manuel I: “Neste mesmo dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! A saber, primeiramente de um grande monte, muito alto e redondo; e outras serras mais baixas ao sul dele; e terreno plano, com grandes arvoredos...”.

No momento em que se depararam com a suposta Índia, nomearam a terra e o monte. “O capitão pôs o nome de 'O Monte Pascoal' e à terra de 'A Terra de Vera Cruz!'”. O primeiro contato com os nativos foi bem pacífico. Os indígenas vinham com seus arcos empunhados e estavam nus. Eles se interessavam pelos novos objetos que os portugueses traziam consigo.

Conseguiam identificar o material com que eram feitos. “Todavia um deles fitou o colar do Capitão, e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra, e depois para o colar, como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. E também olhou para um castiçal de prata e assim mesmo acenava para a terra e novamente para o castiçal, como se lá também houvesse prata!”.

Antes da chegada dos portugueses ao Brasil, fechou-se um acordo de divisão de terras: o Tratado de Tordesilhas, em 1494. Portugal e Espanha fracionaram o território brasileiro em duas partes: o leste, compreendendo, também, o litoral, ficou com os lusitanos. A parte interior, bem como os outros países da América do Sul, ficou com a Espanha.

Dom Manuel I, rei de Portugal, não tinha interesse nas terras brasileiras. A princípio, o achamento das Índias, por Vasco da Gama, era lucrativo. O pau-brasil foi utilizado para a construção de móveis e navios e como corante, pois soltava a cor avermelhada – interessante para tingir tecidos. Nas chamadas feitorias eram armazenadas toneladas de pau-brasil, para a próxima frota transportar até Portugal.

Piratas franceses saqueavam esses locais, juntamente com os índios que os apoiavam. Havia divisão entre os nativos, uns apoiavam os portugueses e outros apoiavam os franceses. Mais de quinze anos depois da chegada ao Brasil, o rei D. Manuel decide ocupar o território brasileiro. Indígenas trabalhavam para a Coroa portuguesa, em troca do corte e transporte do pau-brasil até as caravelas, eles recebiam espelhos, apitos, chocalhos e outros. Essa política de trocas foi chamada de escambo.

A época de exploração do pau-brasil compreendeu do ano de 1500 até 1531. Os estrangeiros buscavam a madeira na costa brasileira. Além dos franceses, os ingleses e holandeses exploravam as terras de Portugal e Espanha, pelo Tratado de Tordesilhas. A estratégia adotada pelos portugueses foi a divisão do Brasil em capitanias: organizar a colônia, a fim de erradicar invasões, povoar o território e iniciar o cultivo da cana-de-açúcar.

Exploração do açúcar

cana de açúcarAinda assim, os holandeses, liderados por Maurício de Nassau, permaneceram no Brasil, entre 1630 a 1654. Eles eram somente interessados no ouro branco. Nassau modernizou a capital do Pernambuco, na época em que os neerlandeses permaneceram por lá. Os franceses permaneceram por um tempo, mas foram expulsos. Construíram a capital maranhense, São Luís, homenagem ao então rei da França.

Com o loteamento do território brasileiro, os portugueses construíram vilas e engenhos. A falta da mão de obra deu início ao tráfico negreiro. A nova onda comercial era o açúcar da cana. Na Europa, utilizava-se o açúcar derivado da beterraba e, por isso, pagavam caro pelo produto dos engenhos.

A Coroa portuguesa investiu nas capitanias de São Vicente e Pernambuco, onde o foco era o cultivo do chamado ouro branco: o açúcar. Por causa da desorganização – muitos que receberam os lotes, abandonaram. O sistema de capitanias fracassou – o rei de Portugal decidiu centralizar o poder e criou o Governo-Geral.

Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral, ordenou a iniciação do processo de exploração, com o intuito de achar os metais preciosos. Antes das expedições, o Brasil possuía a monocultura que visava o comércio exterior. Os escravos africanos eram meros objetos nessa sociedade.

Descoberta do Ouro

barras de ouroCom a descoberta das minas de ouro pelas expedições e bandeiras, o Brasil expandiu seu território e quebrou o acordo com a Espanha. Começou, então, a corrida do ouro. Todos pleiteavam o metal precioso, a metrópole da colônia o desejava muito mais. Cobrava-se 20% de todo ouro achado no Brasil – o quinto.

Em consequência dessa exploração por parte de Portugal, desencadearam várias revoltas e conflitos, tais como: a Guerra dos Emboabas, Conjuração Baiana, Guerra dos Mascates, entre outras. O período colonial brasileiro se estendeu até o ano de 1785. Em 1808, a Família Real portuguesa chegou no Brasil, fugida dos ataques de Napoleão Bonaparte. Após a saída da corte, em 1821, o Brasil entrou em uma nova era: o império.